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Porque a Roma não evolui
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: Dzeko mantém viva as esperanças Champions
Postado por: lupulus 13/04/2019 às 22:25

ROMA - Os cuidados de Ranieri começa a dar frutos. Como como a Samp, a Roma bate a Udinese com mínimo esforço e pela primeira vez na temporada mantém o gol inviolado por dois jogos seguidos. Três pontos de ouro que os consente respirar os ares da quarta colocação, mas sobretudo moral para prosseguir o objetivo da Champions League. Para bater uma ótima Udinese, que até o ultimo minuto jogou todas as suas cartas abertamente, foi preciso o retorno ao gol no Olímpico de Edin Dzeko: não marcava diante da sua própria torcida a cinco meses e meio (bis sobre o CSKA Moscou no dia 23 de outubro), no campeonato realmente a um ano (bis sobre o Chievo no dia 28 de abril de 2018).

UMA ROMA CIENTE DOS SEUS PRÓPRIOS LIMITES - É uma Roma decisivamente mais consciente das suas limitações. Defende de maneira mais compacta, aumenta o ritmo por etapas, goza de uma condição muito aquém do brilhantismo. A única noticia ruim para os giallorossi chega com a enésima lesão muscular (suspeita de estiramento na coxa direita), desta vez ocorrida com o capitão De Rossi. Uma perda considerada em vista da partida fundamental direta com a Inter no próximo sábado.

RANIERI PROPÕE A DUPLA DZEKO-SCHICK - Diferentemente do anunciado as vésperas (“jogará um entre Dzeko e Schick”), Ranieri no final decidiu colocar ambos os dois atacantes em campo com El Shaarawy retornando titular na esquerda, asa custas de Kluivert. Na defesa vista a emergencia dos laterais (Santon e Karsdorp lesionados, Florenzi não 100% e Kolarov suspenso) no final decidiu adaptar dois centrais, Jesus e Marcano colocando o primeiro na direita e o segundo na esquerda. No fronte oposto Tudor mudou, jogo-força, apenas duas pecinhas na equipe vitoriosa diante do Empoli colocando De Maio na defesa no lugar do indisponível Opuku e D’Alessandro na esquerda no meio campo substituindo o suspenso Zegelaar.

PRIMEIRO TEMPO EQUILIBRADO - A Roma iniciou a partida com cautela e a Udinese tentou aproveitar levantando imediatamente os ritmos: De Paul não achou o gol com um arremate de direita do limite da área, Mandragona fez melhor, mas encontrou o desvio para escanteio de Mirante depois de uma conclusão de fora da área, Lasagna desferiu um largo chuto diagonal de esquerda. Passado o temporal a Roma começou a tomar as rédeas do jogo e, não essencialmente brilhando nas ações, assustou mais vezes o goleiro Musso: Distante e Zaniolo despacharam duas bolas a distancia do lado esquerdo que passaram perto do travessão, El Shaarawy desferiu uma cabeçada que saiu um pouco alta, Marcano empenhou o goleiro com um forte diagonal, e finalmente Schick arrematou de esquerda um chute que passou ao lado do gol friulano depois de uma ação pessoal.

RANIERI REGULA O 4-2-3-1, DE MAIO ACERTA A TRAVE - Não satisfeito pela apresentação dos seus Ranieri decidiu voltar aos 4-2-3-1, tirando Schick e Jesus, que sentiu no impacto aéreo com Samir, inserindo Pellegrini e Florenzi. Antes de se readequar, a Roma teve que acertar as contas com uma nova investida forte da Udinese que, desta vez, esteve muito próxima de abrir o placar: Okaka de cabeça empenhou Mirante, chamado a voar além do travessão depois de um chute cruzado de D’Alessandro destinado a terminar no angulo. Enfim tocou a De Maio chegar perto do alvo com uma cabeçada que acertou a trave externa.

DZEKO MARCA, DE ROSSI SE LESIONA - A Roma a esse ponto acorda, avança seu baricentro e, depois de ter feito as provas gerais, com duas cabeçadas de Cristante e Dzeko, passa (67’) graças a uma assistência genial de El Shaarawy que colocou Dzeko em condições de bater a poucos passos o goleiro Musso. Sem De Rossi, que saiu lesionado, e com Pellegrini para fazer a mediana, a Roma recuou dando confiança a Udinese. Tudor tentou de tudo inserindo inclusive um terceiro atacante (Teodorczyk no lugar de De Maio) mas, os bianconeri não acharam um modo de dar trabalho a Mirante. O técnico croata, deste modo, foi obrigado a sofrer sua primeira derrota. Mas a prestação dos seus não pode mais que dar-lhe confiança para escapar do rebaixamento.

ROMA-UDINESE 1-0 (0-0)

Roma (4-4-2): Mirante; J.Jesus (1′ st Florenzi), Manolas, Fazio, Marcano; Zaniolo, Cristante, De Rossi (24′ st Under), El Shaarawy; Dzeko, Schick (1′ st Lo.Pellegrini). (1 Olsen, 77 Greco, 8 Perotti, 19 Coric, 27 Pastore, 53 Riccardi, 34 Kluivert). Téc.: Ranieri.

Udinese (3-5-2): Musso; De Maio (39′ st Teodorczynk), Samir, Trost-Ekong; Larsen, Fofana, Mandragora (24′ st Sandro), De Paul, D'Alessandro (27′ st Pussetto); Lasagna, Okaka. (27 Persian, 88 Andrade, 24 Wilmot, 8 Badu, 13 Ingelsson, 14 Micin). Téc.: Tudor.

Arbitro: Di Bello de Brindisi.
Gol: no st aos 22' Dzeko.
Cartões: J.Jesus, D'Alessandro, De Maio e Dzeko por jogo faltoso; Musso per obstrução.
Escanteios: 7-6 para a Roma.
Acréscimos: 1′ e 3′.
Notas: pagantes 34.449, renda de 1.101.317,00 euros.

Fonte: Jacopo Manfredi (La Repubblica)
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